Estudo Prev-Natura: Estudo da Prevalência do Consumo de Produtos Naturais

Autores

  • Ana Lúcia Soares
  • Ana Moutinho
  • Denise Velho
  • Rui Campos
  • Ângela Teixeira

DOI:

https://doi.org/10.35323/revadso.23201423

Resumo

Objetivos: Determinar a prevalência do consumo de
produtos naturais (PN) dos utentes de duas Unidades
de Saúde Familiar (USF). Caracterizar os consumidores
e os consumos, verificando se existe associação entre
ambos.
Tipo de estudo: Estudo analítico transversal.
População: Utentes adultos frequentadores das USF
em estudo
Métodos: Amostra de base institucional, não aleatória,
de conveniência. Recolha de dados por questionário
em abril de 2012. Variáveis: sociodemográficas, histórico
médico, regularidade do consumo de PN, procura
de informação prévia, local de aquisição, fonte
de aconselhamento, informação sobre o consumo ao
médico de família e presença de efeitos adversos. Utilizou-
se o programa SPSS Statistics 17.0 e os testes Quiquadrado
e de Mann-Whitney, adoptando-se um nível
de significância de 0,05.

Resultados: 366 questionários válidos, média de idades
de 50,1 anos, 63,9% do sexo feminino, 33,1% com " 4
anos de escolaridade, 19,0% com bacharelato ou superior.
Identificou-se o consumo de 64 PN. O consumo identificado
em maior percentagem foi a infusão de cidreira
(73,2%), seguido da de camomila (57,9%) e da de tília
(57,1%). A maioria (56,0%) tomava PN de forma regular;
74,0% tomava PN por iniciativa própria; 73,7% não dava
conhecimento do consumo ao seu médico. Efeitos secundários
foram referidos por 1,8%. Pelo menos uma patologia
foi referida por 51,8% dos inquiridos, sendo a hipertensão
arterial e a diabetes tipo 2 as mais frequentes.
Conclusões: Os resultados encontrados apontam para
um consumo superior ao identificado em estudos anteriores.
Identificaram-se consumos com elevada prevalência,
que podem estar na origem de interações
medicamentosas e reações adversas, pela eventual necessidade
de avaliação pelo médico, é relevante que o
médico conheça estes hábitos dos utentes.

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Publicado

2015-03-02

Edição

Secção

Investigação